Domingo. Acordamos mais serenos e tranquilos. Menos o José Roque, que acordou as 5 da manhã, pegou a moto e deu 10 voltas na quadra para relaxar. Todos dias definimos um puxador - aquele que vai na frente e determina o ritmo - que pode ser qualquer um menos o Claudio, porque senão o passeio de 2000milhas termina em 2 dias. Deixa ele fotografando, telefonando, falando e dirigindo a moto (tudo ao mesmo tempo) pelo menos assim ele desacelera. O Mauro com sua tranquilidade habitual sempre querendo mais moto. Esse tesão tem que terminar senão vai acabar dormindo com a moto. O Zé Ricardo... bem, este... façam o que quiserem, mas não encham o saco dele! Pensando bem são sábias palavras. Virou o líder do grupo. Divertimento sem encheção de saco - objetivo de vida! Com o acúmulo de milhagem os personagens começam a se definir: o Moreschi acumula as funções de caixa(grana) e redação; o Cláudio é o nosso fotógrafo ainda vivo - fotografar na curva, a 70 milhas por hora, na contramão e debaixo de chuva... que Deus tenha piedade de sua alma! O Zé Ricardo é o nosso guia - deviamos ter investido em um GPS (é mais barato e troca mais informações com a galera). O José Roque foi apelidado de vovô - a voz da experiência. O Mauro é a voz da prudência - em letras menores (cagão). Estamos comendo um salmão na beira do mar em Crescent City, ouvindo as bobagens do Cláudio dando muitas risadas e, obviamente, bebendo muito. Dia de muita estrada; velocidade; árvores milenares(não é exagero); estradas no meio de sequóias; e chuva ao entardecer. Pisamos na areia do Pacífico e olhamos a neblina(maresia) - pelo menos o Moreschi encheu o saco para fotografar esta neblina de merda - vide a foto.
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Por maus caminhos com bons amigos.
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