Nevada
Na busca incessante pelo fim do mundo...
As palavras acima já foram escritas várias vezes, mas os guaipecas tem contribuído para tais narrativas. Depois de Dupuyer e
Wells, acreditávamos que os nossa parcela de fim do mundo desta viagem estava finda. Border - na fronteira de Nevada com
Utah - nos desmentiu. O nome da cidade já nos conta toda história. Estamos na borda do mundo. Borda entre o fim e o que
vem depois. Se passar daqui... cairemos nas estrelas.
Qualquer coisa civilizada fica a uma distância de mais de 100km de deserto para todos os lados. A comunidade conta com um
motel; um bugigangodrómodo; um posto de conveniências; e uma quadra polidesportiva. Olhem as fotos.
A dona do Motel perguntou se tínhamos reservas... Pô Mauro... Como tu não fizeste as reservas com antecedência... Sem
dúvida estamos no top da temporada e, como sonhávamos desde a infância em pernoitar em Border, devíamos ter sido mais
previdentes. Entretanto, a extrema bondade da senhoria fez ela avaliar minuciosamente seu livro de reservas e encontrar vagas
para ou guaipecas. Pronto! Lotação máxima. Somente nós.
Assim é Nevada. Agora entendemos o por quê dos cassinos. Sem o jogo este estado não existiria. Isto aqui é um deserto
gelado ou tórrido de acordo com a época do ano. Passamos o dia por estradas que nos lembram o Papaléguas e o Coyotte,
com os picos nevados no horizonte a nos observar. O ET- alce fez um caminho de sol nos vales por onde passamos com
nuvens de tormenta a nos circundar. Podemos dizer que foi um bom dia. Bip-bip.
Nunca pilote mais rápido do que o seu anjo da guarda possa voar.
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